O que falaria na ONU

A intolerância e a insuficiência, o binômio que atravanca o mundo.
 A  intolerância como acessório ideológico, providencia as guerras e tira da paz, a chance.
A insuficiência coloca o mundo em crise, meio à ruptura dos padrões monetários dos ativos transacionados como bens e meio de troca.
O estoque  de recursos naturais é limitado e vai continuar a se valorizar à medida que o consumo aumente numa velocidade maior a sua capacidade de reposição.
Logo, a longo prazo a economia mundial não escapa de ter que lidar com o aumento dos preços e  do desemprego.   A saída, entretanto, não pode ser a de aprofundar o consumismo como modelo de acumulação de capital e de devastação ambiental. É um paradoxo que os empregos sejam reféns do consumo e ao mesmo tempo mecanismo de controle da inflação. A economia política não é um tabu sobre o qual não se pode falar.
Ninguém tem uma solução pronta para os séculos que virão, mas um exame atento sobre tragédias, desterro, miséria, fome, epidemias, ignorância, violência e guerras deve ser feito como forma de escrutinarmos o quanto avançamos na aplicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos aprovada e proclamada pela Assembléia Geral desta organização em 1948,  quando nós, nações unidas,  decidimos que todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão  e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade (Artigo I).
As pessoas pertencem ao local onde nascem, ali elas devem ser consideradas. Não há como justificar invasão que interfira na autonomia dos povos – exceto para prestar solidariedade, primeiros socorros.  As invasões para a expropriação de reservas naturais devem ser condenadas, bem como os atos de terror por elas advindas. 
 A tecnologia deve beneficiar a todos igualmente, principalmente a de baixocarbono. O aquecimento global é responsabilidade de todos nós e os recursos naturais devem ser por todas nações respeitados.   O acesso à rede mundial de computadores é  direito de toda pessoa;  livre para expressar opinião; receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras (Artigo XIX).
Não deve ser tolerada a insuficiência dos bens básicos que dão dignidade e identidade a cada pessoa.
A intolerância não pode ser guia neste caminho  de prover suficiência de bens à humanidade, nem o modelo de acúmulo de capital via consumo irresponsável. Está na hora do ajuste de contas com o planeta que todos fazemos parte.

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