TRANSBORDO

TRANSBORDO

São Paulo, 13 de Março de 1990

CHEIRA A PELE QUANDO PASSA  COM OS CABELOS EMARANHADOS

PRÓPRIO DO APELO QUE ASSA  O CORAÇÃO DOS DESAVISADOS.

TEM  UM JEITO QUE LEMBRA A DOR  DO DESFEITO

FEITA POSSEIRA INVADE O PEITO, MAS O SEM-AMOR RESISTE AO FEITO

E FOGE A TODO PULMÃO DO NOVO OFÍCIO EM QUEDA ETERNA NO PRECIPÍCIO

NEGA O ACALANTO DO TEU SORRISO DE SOSLAIO

– CANTO:

DO RECOSTO DA CASAMATA

VEJO  O MOVER DOS CÍLIOS

O RUBOR DO ROSTO

MAL SEI COMO SE CHAMA

EM NEM QUAL CHAMA CLAMA

PELA ATENÇÃO DOS MEUS OLHOS

E  ENCANTAÇÃO DA MINHA ALMA

– INQUIETA

TRAMA SONHOS COM A CANETA

DILUI PELA AORTA O DEGELO

TRANÇA PALAVRAS EM POESIA

ROÇANDO NO PAPEL O CARINHO

DESEJADO NO CORPO

– CALEJADO

VACILO NO  COMPASSO ANTE O PASSO

DO TEU PASSO, SE VEM,  AFASTO

SE VAI, SIGO

– CONSIGO

A COMPREENSÃO DO POETA

QUE DA GOTA DE ILUSÃO

COMPÕE O TRANSBORDO DA PAIXÃO.

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