Incólumes
sem zica
sem dengue
sem perrengue
seguimos na nave Terra
em mais um giro
vertidos em suor e sangue
convertidos em símbolos
mobilização da paixão
representações de decisões
mas ainda assim meros
símbolos do que demonstramos
ser, ter, estar, ficar e ainda assim ligados a verbos
reflexos da nossa passagem
em vida a flutuar no espaço
dos nossos mitos e crenças.
Mais um giro
marcado em estações do ano
cronometrado em ponteiros.
Viva a contagem regressiva
como bandeira de esperança
como marca que contagia
alimenta a luta por mais dia.
Seguimos a 2016 com fé no planetinha que nos suporta
Fé na taba! Amigos.