O MP do estado de São Paulo não aceitou a denúncia que poderia julgar se é “justo, correto, apropriado, adequado, conveniente” ou pura discriminação vestir as babás de branco para terem acesso franqueado às dependências do Clube Pinheiros onde trabalham cuidando de bebês e crianças, durante o lazer, almoços, jantares da elite paulistana.
Não, ninguém pensou num simples crachá ou credenciamento. Simplesmente transformaram o clube numa extensão de seus luxuosos apartamentos, mantendo na vida pública a indumentária que fornecem aos seus empregados na vida privada. 
O uniforme como símbolo do exercício do poder passa de geração à geração como um confeito de distinção de classe.
A Casa Grande quer ordem na Senzala. 
Nada de protesto sem itinerário e sem o Choque para “proteger” a manifestação, ditou o governador do estado.
Afinal, quem são esses desuniformizados que querem impor a pauta política da cidade por causa de míseros R$ 0,30?
Eu entendo. É difícil pra elite admitir que cidadãos sem classe se atrevam a protestar sem combinar.  Sem trajes é ultrajante!!!