​Dia desses fiquei desempregado. Não teve aperto de mãos, nem tapinha nas costas.  Fui avisado por portaria.  Claro, em época de Facebook, a impessoalidade predomina nas relações pessoais.

Mas não me abati, a burocracia fria é melhor que a falsa amIzade.    Afinal, o que garante o emprego, nos dias que correm, é menos a aptidão ou a competência e mais os laços de amizade e confiança.   Daí perguntei a mim mesmo: quais laços mantinha com os novos patrões? Quem me conhece sabe! (Em breve escreverei sobre os estertores do projeto TV Pública – a presença de Temer no Rodaviva indica muita coisa).

O duro é que os me conhecem também estão sem emprego.  Mantenho laços com profissionais experientes, honestos,  bem intencionados, competentes e inteligentes que também estão desejosos por um salário regular. Mas creio que carteira assinada é uma espécie em extinção. 

Dia desses tive uma discussão com um taxista que se queixava do Uber. 

– Bem vindo ao meu mundo,  disse pra ele.  

A divisão de trabalho mudou e minha experiência tem que suar pra se adaptar aos dias de hoje. Um repórter, agora, tem que saber captar imagens, editar texto e vídeo. O trabalho de quatro foi acumulado em um só pela metade do salário dos bons tempos da profissão.

Por fim,  estou empreendendo e procurando ocupação. Quem quiser pode contar com minha experiência de 30 anos em comunicação.

 PS: eu sei lidar com as redes sociais.