O filósofo suicida

​Por que Hélio Schwartsman não  morre? Digo, metaforicamente. Morto como colunista dos Frias. Sim, porque tomar o espaço do jornal para legitimar o ódio não é filosofar – ou será que só se filosofa quando se está a soldo e não 24hs por dia? Ou seja, neste caso, a coluna que escreve na Folha é mero bico, no qual Hélio Scwartsman se despe do filósofo e deixa seu super ego descansando em casa para admitir que um médico em folga pode desejar a morte dos pacientes. Com certeza, tal médico não poderia atender a uma emergência no avião. – Tem algum médico aqui? – Sou médico, mas estou de folga. Não posso atender, diria o médico de Schwartsman. 

Em qual escola filosófica, comemorar a morte de um ditador é  a mesma coisa de desejar a morte de um paciente?

O filósofo acabou de se suicidar, metaforicamente, falando. Rasgou a fantasia de que se preocupa em explicar fenômenos, como essa epidemia de raiva nas redes sociais.  Trouxe a figura de linguagem ‘de conversa de botequim‘, cuja a autoria – dolosamente omitida na coluna – é  do saudoso  Umberto Eco.  Ou seja, pra que ser honesto intelectualmente,se o objetivo é só espezinhar valores do humanismo durante a folga do filósofo?

O objetivo é espezinhar os valores do humanismo. 

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