Um país sem redação 

Reluto em publicar o que penso porque julgo que minhas opiniões não têm a menor importância. Mas quando vejo a Veja publicar que Lula, Aécio e Temer estão no mesmo barco acossados pelo que chama de oposição, me sinto obrigado a aletar que estão insultando a inteligência e iludindo os incautos. Isso porque na política não há a menor possibilidade desse trio formar qualquer amálgama que seja. O Civita herdeiro quer que os brasileiros acreditem nos puros de Poliana à mercê dos ímpios acusados pela Lava Jato –  como se ele mesmo não tivesse se melado com as benesses dos poderosos.  Mas essa é outra  história.

O que me faz escrever é a miséria de autocrítica a que uma redação foi capaz de descer.  Não concordo e combato o que a redação do Estadão é capaz de fazer como,  por exemplo, publicar uma pesquisa que se preocupa com os  planos de saúde e não com os médicos e pacientes.  Não concordo,  mas entendo as causas de  um Mesquita adulando o patrocinador, ainda que aparelho a redação e distorça o jornalismo.  Mas chegar ao requinte de menosprezar a memória histórica e a presente análise da política brasileira beira a uma desvairada e desesperada vontade de impor uma fantasia, tão drástica quanto o apagar de pessoas das fotos, como fazem os regimes totalitários. O que choca é chamar esse veículo de jornalístico e esses de redação.

Os jornalistas que mudem o nome do que fazem ou protestem contra os que se apoderaram da função em nome de um proselitismo pobre e torpe como o da Veja.  Isso se quiserem que o país ainda possa confiar numa redação.

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