Verdades não ditas com todas as letras:

1 – O Brasil tem um Déficit Público.
2- O Brasil hoje gasta mais do que arrecada.
3- Há várias maneiras de resolver o Déficit Público:
3.1 – Cobrar a dívida ativa das empresas
3.2 – Cobrar imposto sobre fortunas
3.3 – Cortar gastos da máquina pública
3.4 – Reforma Tributária (fim dos impostos em cascata e aplicação das contribuições arrecadadas em setores afins)
3.5 – Reforma Administrativa (cortar desperdícios e a ineficiência da máquina pública, privatizando o que for cabível estrategicamente)
3.6 – Por fim sumariamente à luxúria previdenciária e salarial do alto escalão do Setor Público ( presidente, governadores, prefeitos, senadores, deputados, juízes, promotores, generais, delegados etc.)
3.7 – Reforma da Previdência (com outro regime) para equilibrar a arrecadação e a provisão da previdência privada no longo prazo.
4 – Manter os direitos sociais conquistados pela Constituição de 88 – ressaltando-se os da seguridade social.
5 – É um equívoco (e um charlatanismo do mercado financeiro afirmar) que o PIB crescerá 3% com a aprovação da Reforma Previdenciária (já que vai cair o consumo das famílias!).
5.1 – O aumento da pobreza irá drenar as sobras orçamentárias e convertê-las em gastos com segurança pública.
6 – A sobra orçamentária promovida pela proposta da reforma previdenciária não irá de imediato para o investimento em infraestrutura, dado que não há projeto de desenvolvimento estratégico, e que, por outro lado, o Estado tem outros custos que disputam este recurso, inclusive como provisão para a dívida pública.
7 – Se aprovada como está, não aumentará a poupança do país e servirá de imediato para lastrear a emissão de títulos públicos com perfil de longo prazo ( alongando a dívida pública) mantendo o mercado financeiro calmo, mas sem gerar impacto na economia real.
7.1 – O setor financeiro também irá se beneficiar com a expansão das carteiras de previdência privada.

Por fim, meus amigos do facebook. O equilíbrio do déficit público está calcado apenas na previdência e seguridade social. A mãe das Reformas deve ser a TRIBUTÁRIA. Mas os charlatães escolheram o que consideram a parte mais fácil para fazer o aperto fiscal. É um recado claro que não querem o Estado para os brasileiros e sim apenas para conter os brasileiros. Para que serve este Estado, então? Nenhum país com pobres dará certo, além de promover uma contenda social.

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