O Decreto das armas e os paióis da milícia

A mediocridade dos homens instituídos no poder não choca tanto quanto os planos que engendram para o futuro da nação.

Há vários movimentos consonantes em marcha neste cenário de construção do fascismo. O mais aflorado deles é colocar o trabalhador “no lugar dele”, ou seja, sem palpitar na política ou opinar na organização estatal. Mas o mais perigoso subjaz à crosta da burrice (expressa em palavras desprovidas de inteligência tais como conje, kafta ou os “vai tomar no c*” dos olavistas) . O plantel que assumiu a República acredita que “tem a missão de limpar o país”.

Em outra oportunidade, vamos falar sobre essa “limpeza” que tem o apoio da classe média enfeitiçada pelos programas policiais e de parte dos pobres amedrontada pelas organizações criminosas e iludida (e ameaçada) com a presença dos milicianos impondo e vendendo as funções do Estado.

A República dos Medíocres precisa das armas, pois tem a meta de ser reconhecida pelo uso da força. O decreto presidencial das armas não é apenas um factóide eleitoral para agradar a classe média; não é apenas o arregimentar de armas para dar direito de defesa aos acossados pela criminalidade; não é apenas para favorecer a indústria de armamento: o teor da vontade presidencial é acima de tudo garantir a logística e a operação das milícias. Ninguém precisa ter direito a mil munições por arma para defender uma propriedade ou para garantir sua defesa. Mil projéteis servem mais a ataques do que a defesa pessoal. A licença para possuir mil munições é um estratagema para abastecer a milícia que poderá transportar sem impedimentos armas e munições a seus paióis.

Está em curso a formação de grupos paramilitares que querem “limpar” a nação “daqueles” que oferecem resistência pela inteligência ou os ameaçam pela pobreza (daí a destruição das Universidades e do conhecimento). A  troca do comando da Abin, os xingamentos contra a ala militar do governo fazem parte do movimento tático para organizar o exército paralelo – é uma cobrança velada para as forças armadas abandonarem a legalidade.  

Enquanto os financistas do Instituto Millenium controlam a agenda econômica do governo – aperto fiscal, Reforma da Previdência etc., uma guerra contra os brasileiros está sendo organizada em outra frente.

Os milicianos são hoje a principal força adversária do Estado de Direito, da República e da Democracia. As fustigações de Olavo de Carvalho e dos bolssonarianos são escaramuças de distração.

As forças democráticas precisam interromper os projetos desses milicianos que escondidos sob o manto de autoridades constituídas preparam a subversão dos poderes e a submissão à força da nação. Agora! Ou será tarde demais…

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