Weintraub_le e o Ministério do Obscurantismo

Sua vocação é semear problemas na gestão da área prioritária do Estado brasileiro

Weintrauble como gerador de dificuldades prejudica área prioritária para elevar a qualidade de desenvolvimento econômico do país. Inúmeros estudos e pesquisas diagnosticam que só a Educação pode colocar o Brasil em posição de competitividade com as principais economias do mundo.

Contudo, por pressupostos meramente ideológicos e eivados de preconceito, o Ministério da Educação tem sido o abrigo de militantes da idiotia Olavoriana de combate ao conhecimento, como fundamento dos pilares da construção dos conceitos de cidadania e do exercício das liberdades individuais de expressão, escolha e decisão. Os “idiotas úteis”; os brasileiros “canibais”; a “balbúrdia” nas universidades; a coação aos protesto contra o governo; o ataque aos cursos de filosofia ou sociologia; a fixação ao combate da suposta “cultura” marxista; E, enfim, o corte de verbas à Educação – defendido, ineditamente, por um chefe da pasta, são derivações da mesma ideia de que as pessoas não são suficientemente capazes de, per se, distinguir aberrações de sabedoria e de defenderem a democracia. E que, portanto, precisariam ser tuteladas pelo obscurantismo – pelas “não-ideologias”: como se o pensamento canhestro de Wintreuble não fosse uma ideologia em defesa da ignorância como método de desconstrução da cidadania.

A ignorância ativa

O inusitado é que o ministro da Educação ganhou proximidade ao miolo deste governo, proferindo palestras contra a suposta “cultura” marxista, nas quais usa trechos do economista e sociólogo alemão Max Weber para justificar a existência da pobreza. Os pobres são menos presentes em nações de religião “protestante”, esgrima Wintrauble, citando Weber. Mas omite e até despreza outros conceitos da teoria econômica weberiana, que levariam sua defesa ao colapso: entre os quais que as diferenças de classes sociais são derivadas de “chances de oportunidades na vida” e, não, apenas por conformações de crenças religiosas. Ou seja, é insuficiente para aprovação de qualquer cátedra o que Viletrauble sabe ou manipula sobre Weber. Eu outras palavras, o rigor intelectual deste governo é condenar a ciência rumo ao fundamentalismo religioso. Note que os professores – que nas nações desenvolvidas são reconhecidos – têm sido o principal alvo de Wintrauble. E, agora, os pais de alunos também. E, justamente, por isso o ministro foi convocado, novamente, para apresentar reiteradas desculpas à Câmara dos Deputados.

Não é mera coincidência que Bolsonaro eleja o “ser evangélico” como quesito fundamental para a assunção do próximo ministro do STF.

A ignorância ativa é a pior das ignorâncias. É aquela que se defende do desconhecido atacando a pessoa dos que conhecem; é aquela que coloca o misticismo acima dos fundamentos científicos; é aquela que despreza a pesquisa como elemento decisório. Como tem ocorrido com os ataques aos Adolfo Lutz e IBGE.

Se nada for feito, o futuro do Brasil, com ou sem reforma da Previdência, será o martírio dos intelectuais e a perseguição à ciência. O desmonte da educação será a retirada definitiva da nação brasileira de qualquer “chance de oportunidade” de riqueza. Se lesse Weber direito, saberia disso.

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