A República dos ‘Tiozão do Pavê’ ameaça a Democracia, Meio-Ambiente, Educação, Ciência e, enfim, o método científico


A expressão Tiozão do Pavê é uma ilustração contemporânea certeira para o ethos dos ministros e empresários bolsonaristas que ignoram séculos de aprendizado e no máximo de sua ignorância ativa querem decidir sobre processos e sistemas que não conhecem

“Como eu não sei fazer conta, tem que acabar com esse negócio de tabuada, tá ok?” Essa alegoria se encaixa perfeitamente no trajetória gnosiscida deste governo empiastro.

As dúvidas que nos atormentam buscam respostas sobre como há pessoas que dão apoio e volume a comentários hostis contra a ciência em pleno século XXI.

O episódio da exoneração do diretor do INPE, Ricardo Galvão, é óbvio: Bolsonaro e sua camarilha de usurpadores querem explorar os recursos naturais (principalmente, os minerais) da amazônia e a transparência do monitoramento científico precisava ser atacada. Bolsonaro foi pela via da estupidez. Heleno prefere a via da clandestinidade: “essa divulgação prejudica”, disse.

O episódio do Mr. Kafta, ou o Sr, Weintrauble é mais emblemático: ele não sabe a diferença entre Paulo Freire e Piaget. Mas ele odeia o primeiro. Decerto, por ter participado da escolinha do prof. Olavabo que teve o “tirocínio” de perceber que o método Paulo Freire alfabetiza com base na realidade objetiva. E, infelizmente, a realidade dos pobres é a revelação de que o sistema capitalista não é essa maravilhosa máquina de gerar e distribuir renda, como defendem.

O episódio do ministro das Relações Excrescentores é o mais sexta-série de todos: “não existe aquecimento global porque a V. Excrescência sentiu frio em viagem à Europa”.

Damaris não se resume a um único episódio: são tomos de ignorância que vêm desde a mamadeira de piroca até os abusos das sem-calcinha. Ah, a Damaris, do alto da sua capacitação psiquiátrica traduz em safadeza sexual e transgenia tudo o que vê em sua frente.

O tiozão da Havan compõem o grupo da Intelligentsia bolsonariana pelo lado empresarial contra a ciência: “as universidades comunistas destruiram vida de muitos jovens”, acrescentou ao monte de fezes que publica no Twitter. Esse tão desfacetado que não esconde o risco que o conhecimento representa a seu estratégico plano medieval de levar o povo como gado de corte.

O que os une é o senso comum da ignorância, preconceito, ganância, escárnio e perfídia. Todos lutam contra o conhecimento que não dominam, contra os rigores da linguagem tecnológica que não aprenderam, contra os gráficos e sistemas que não entendem e contra a metodologia científica que prova conceitos, paradoxalmente, contrários ao senso-comum e as simpatias místicas e religiosas. São tão sem assunto, que emulam o enfadonho Tiozão do Churrasco querendo se apresentar simpático e engraçado #sqn!

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