A arrogância dos predadores

Há um elo entre Bolsonaro e Dalagnol e sua turma: a arrogância. Quando Bolsanaro sugere que Macron enfie o dinheiro oferecido pelo G-7 no reflorestamento da própria da Europa ou quando os procuradores da Lava-jato tratam os sentimentos de luto como fossem meros atos ou encenação de defesa emana um forte cheiro de enxofre. Daqueles que nos põem a pensar se o humano tem algum sentido de humanidade ou se foi o romantismo de uns poucos que nos fizeram insistir no humanismo.

Amorais e mal-intencionados

Qual a distinção entre a predação da amazônia ou do Estado Democrático e de Direito? A sanha predatória é a mesma e esconde desejos inconfessáveis que não encontraríam consenso hegemônico entre a multidão, a não ser travestidos de baluartes simbólicos contra um mal comum. Desembaínham a tradicional narrativa do bem contra o mal e elegem uma ameaça real ou imaginária para escudo moral entre todos os mal-intencionados. Atraem a multidão à arena da distração, enquanto nos camarotes tramam a divisão dos butins.

A inocência da natureza e a negação da ciência

O quanto da riqueza poderá ser explorado às custas da água, das vidas e da inocência da floresta e dos povos indígenas? Quantos xingamentos aos índios não estão neste momento sendo multiplicado por agentes pagos e inocentes úteis na internet? Exaltam que a mudança climática é apenas uma narrativa dos antigos colonizadores. Boatos negam a ciência e se autoproclamam verdades “de Deus”.

Exalam arrogância

Na propulsão exploratória, os artífices da invasão à Amazônia e ao Estado Democratico e de Direito atingem a certeza dos semi-deuses, a arrogância que fez Lúcifer perder o mandato de filho de Deus e de Ades seu lugar ao lado de Zeus. A mitologia está cheia de #ficaadica de que os arrogantes cairão por terra.

Há entre os índios a crença que a destruição do Deus-Natureza e o final de todos nós. Assim como a Injustiça é o fim do último bastião da Democracia. E, consequentemente, da humanidade, como nos foi ensinada.

Só nos resta se alistar na Resistência pelo Humanismo.

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