O óleo de Bolsonaro

O Nordeste brasileiro se uniu para limpar o óleo das praias. A inação de Bolsonaro não surpreende, pois o descaso com o Meio Ambiente é uma das bandeiras do seu governo e de seus áulicos milicianos.

Também não surpreendem as malandragens intelectuais de ministro falsificador de mapas ambientais Ricardo Salles ironizando o Greenpeace por ter apontado a insuficiência de recursos para despoluir as praias, Usou da mesma ironia que Alexandre Garcia lançou mão contra os voluntários que limpam as praias do NE. Ou seja, nada fazem e caçoam de quem faz.

O povo se uniu

Semanas depois do episódio, o ‘váice president’ Mourão diz que as Forças Armadas estão a caminho para ajudar – no mesmo timing de reação que tiveram contra as queimadas. O que denota o senso de prioridade do executivo brasileiro, ocupado em gastos de ‘realeza’ com o cartão corporativo e em assegurar mais recursos para a Presidência da República, numa demonstração que os esforços de equilíbrio fiscal serão exigidos apenas dos mais fracos e desfavorecidos.

As Forças Armadas chegarão e encontrarão um povo unido pelo esforço sobre-humano de com as próprias mãos tirar o piche das praias. Saberão que as universidades nordestinas já demonstraram que o poluente se trata de óleo da Shell, comercialmente de responsabilidade americana. Os argumentos do liso Bolsonaro acusando a Venezuela escorregam por terra, sem que haja qualquer reparo que atualize a gratuidade venal das acusações. Obviamente porque escondem algo ainda submerso no mundo dos produtores de petróleo, como por exemplo, a coincidência do derramamento com os leilões do pré-sal e com a vitória parcial dos ambientalistas que conseguiram tirar do rol de venda o lote que permitiria a exploração no Santuário de Corais e Fauna Marinha de Abrolhos que ora se vê ameaçado pelo óleo da Shell. É mais um coincidência macabra como as queimadas em região de exploração de minérios nas Amazônia ( ou como a desestruturação dos setores de construção civíl e de pecuária). Agora, o turismo do nordeste, por coincidência, está contaminado com o óleo de Bolsonaro.

Bolsonaro besuntado

A tragédia ambiental serve como mais uma cortina de fumaça aos escândalos que envolvem os gastos de campanha com Fake News e a disputa pelo fundo partidário do PSL. O mesmo, coincidentemente, aconteceu com a tragédia de Brumadinho. De tragédia em tragédia, o governo Bolsonaro vai perdendo popularidade, e, apesar de esgarçar a Constituição Brasileira, segue com as bençãos dos ricos e malversados economistas cujo o único objetivo é evitar que o Estado brasileiro volte a servir aos interesses dos mais pobres. Nem que para isso, mantenham o STF como refém e o Estado de Direito como utopia. Vale tudo para seguir um plano econômico cuja única estratégia é apenas cortar custos, vender a casa e morar de aluguel. O Brasil é como um barril de óleo à deriva, desperdiçando seu rico conteúdo em detrimento do seu próprio povo, enquanto Bolsonaro é um homem besuntado no Palácio de Planalto.

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