O sucesso dos coronopatas

Pandemia de coronavírus ganha o apoio de uma Divisão de homens invertebrados camuflados de lideranças empresariais

A quinta coluna entrou na guerra para sobotar as iniciativas de barreiras sanitárias que mantém as pessoas afastadas umas das outras.

Aqui em território brasileiro, a lista de traidores nesta guerra não para de crescer. A cada dia em que a Taxa Interna de Retorno das empresas desaba e projeta um enorme prejuízo ao capital, quadrúpedes de caneta na mão e gráficos na tela argumentam que se não forem afrouxadas as medidas de quarentena haverá desemprego. E que, no caso, o emprego está valendo mais que algumas vidas.

Junior: “Não podemos [parar] por causa de 5 ou 7 mil pessoas que vão morrer”

Junior Durski, dono do Madero, afirmou à Folha de São Paulo que “não podemos [parar] por causa de 5 ou 7 mil pessoas que vão morrer”. O Junior é um dos líderes desse movimento sociopata. Brada números de mortes com a mesma desenvoltura que analisa sua tabela de lucro. Outro general é o acionista do Giraffas, Alexandre Guerra, que gravou um vídeo em nome de uma tal Nação Empreendedora (que oferece eventos e mentoria para empreendedores) no qual chama home office de ‘tranquilidade’ e atira: ‘pessoas mortas não serão o maior custo para a população brasileira”.

Há outros coronéis do varejo que agem do mesmo modo que prefiro não citar neste artigo para preservar a higiene mental do leitor.

Em comum com o caso clínico Bolsonaro, eles têm o ataque à união dos estados da federação que aplicam medidas sanitárias; ao moral dos cidadãos que defendem a vida e à ciência que comprova a cada dia a beligerância do coronavírus. O argumento central desses protohumanos é que se trata da defesa da economia. Ora, eles não têm a menor ideia do que falam. Sem restrições sanitárias não haverá economia favorável nos próximos 10 anos.

Com muita sorte, se o Congresso Nacional conseguir anular as teses fundamentalistas de Paulo Guedes e Mansueto e aprovar medidas anticíclicas de distribuição de renda, via reservas cambiais, combinadas com taxação de grandes fortunas, em um orçamento paralelo emergencial para viger durante a pandemia, é provável que em um ou dois anos esses psicopatas do varejo voltem à mesa. Caso contrário, Madero e Giraffas serão apenas duas marcas do passado, uma de comida ruim e outra de lanche caro. Quanto aos donos, eles já entraram para história como os coronopatas. Deveriam ser chamados às barras da Justiça o quanto antes.

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