‘Nunca vi os Estados Unidos comemorarem a independência do Brasil’ *

*Frase do tuíte de Lilian S. @lilianCSA1979

Está difícil Bolsonaro provar seu patriotismo. O Brasil como nação enfrenta a sabujice da deselite representada pelo presidente cujo arrepelo escrotal a Trump e a continência à bandeira americana remetem a República brasileira à condição de território não incorporado dos Estados Unidos, um Porto Rico de dimensões continentais.

É simbólico que o barbecue do embaixador americano no Brasil, Todd Chapman, tenha contado com a participação do chefe do Estado brasileiro, que foi recebido na casa do diplomata, em Brasília, junto com outros ministros brasileiros, para as celebrações da independência dos Estados Unidos, comemorada 04 de julho.

Bolsonaro precisa provar seu patriotismo, pois desde a sua posse tem condenado os brasileiros e as instituições brasileiras a uma vergonha absoluta, desprezando o que é  genuinamente nacional e enaltecendo os valores amorais de uma deselite apátrida que se esconde atrás do uniforme da CBF para lembrar a ditadura militar – que também nasceu como plano da CIA e operou politicamente para esmagar o sentimento nacional em nome dos interesses norte-americanos.

Longe do xenofobismo, os EUA são conhecidos pela truculência com a qual executam seu “destino manifesto”.

Para os agroboys brasileiros que amam os interesses americanos convém pesquisar um pouco de história:

“Em 1930, mais de 40% de toda a terra arável de Porto Rico tinha sido convertida em plantações de açúcar, que eram inteiramente de propriedade de Charles Allen e os interesses dos banqueiros americanos. Estes sindicatos bancários também possuíam toda a ferrovia litorânea, e o porto internacional San Juan.[60] Esta grilagem de terras não se limitou à Porto Rico.

Em 1912, a Cayumel Banana company, uma empresa dos Estados Unidos, orquestrou a invasão militar de Honduras, a fim de obter centenas de milhares de hectares de terra hondurenhas, e exportação livre de impostos de toda a sua cultura da banana.[61]

Em 1928, a United Fruit Company, outra empresa dos Estados Unidos, possuía mais de 200.000 hectares das principais terras agrícolas colombianas. Quando uma greve trabalhista contra a empresa entrou em erupção em 6 de dezembro do mesmo ano, mais de 1.000 homens, mulheres e crianças foram baleados e mortos, a fim de “resolver” a greve. Isso ficou conhecido como o Massacre da Banana.

Em 1930, a United Fruit Company possuía mais de um milhão de hectares de terras na Guatemala, Honduras, Colômbia, Panamá, Nicarágua, Costa Rica, México e Cuba.[61]

Em 1940, a United Fruit Company detinha 50% de todas as terras privadas de Honduras em todo o país.[61]

Em 1942, a United Fruit Company possuía 75% de toda a terra privada na Guatemala, mais a maioria das estradas da Guatemala, estações de energia e linhas de telefone, o único porto marítimo do Pacífico, e cada quilômetro de ferrovia.[62]

O governo dos Estados Unidos apoiou todas essas façanhas econômicas, e usou  “persuasão” militar sempre que necessário. Aberta e orgulhosamente, o presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt declarou que “é  destino manifesto para uma nação  possuir as ilhas que limitam suas margens”,[63] e que, se “qualquer país sul-americano se comportar mal, deve ser espancado”.[64]“”

O mito do combate à corrupção e os inocentes batistas como Deltan Dallagnol

Agora com a predominância da Guerra Híbrida, o Ministério Público Federal cedeu os inocentes-úteis mais parvos para a missão de exorcizar a esquerda brasileira, escrachando casos de corrupção que envolvessem ou que pudessem se encaixar numa acusação que diante da opinião pública fosse condenada por antecipação.

Para os brasileiros radicados em Miami chega a ser uma obrigação que instituições brasileiras prestem serviços a seus novos compatriotas. O êxodo dos ricos para os Estados Unidos nada mais é do que reconhecimento da incapacidade e da impotência que têm diante dos desafios em transformar o Brasil numa nação autodeterminada e numa grande potência mundial. Por inúmeras vezes os EUA sabotaram os interesses do Brasil (metalurgia, algodão, indústria têxtil, siderurgia, aviação, navegação, balística de míssil, ataques especulativos financeiros etc) com a ajuda de alguns brasileiros que traíram a nação, se enriqueceram, e foram morar em Miami.

As reservas de pré-sal estão no cerne do plano de guerra híbrida. As instituições brasileiras foram cooptadas pelos EUA com muita facilidade. A destruição do parque industrial nacional, a aliança política do empresariado nacional com o Partido dos Trabalhos foi implodida de modo exemplar para que nenhum outro empresário ouse a aliar-se com o sindicalismo. Ao mesmo tempo, o projeto de transformar a empresas de engenharia brasileiras em players internacionais foi abortado.

Enquanto isso, o país perde divisas de modo frenético para os norte-americanos. O Déficit comercial com EUA explode em 2020 e é 6 vezes maior que saldo negativo em todo o ano de 2019.

De modo que a postura de Bolsonaro e sua equipe de militares entreguistas pode ser facilmente enquadrada como um acinte ao inciso  I –  independência nacional; do Art. 4º  que rege as relações internacionais da República Federativa do Brasil. 

Bolsonaro é uma vergonha nacional.

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