Ernesto Araújo ajusta a mira no próprio pé e no coração do Brasil

A arrogância dos ignorantes é a ostentação de dotes que não possuem. É a manifestação exuberante de bandeiras que escondem o verdadeiro complexo de inferioridade.

Ernesto Araújo e Jair Messias têm em comum a postura de adular os poderosos. É um traço cultural da ‘deselite’ brasileira agradar os ricos, não só de olho nas bem aquinhoadas comissões, mas, principalmente, para ser “bem quista” na corte, da qual – reluta em aceitar – nunca fará parte.

É um exagero comportamental relativo à baixa autoestima como bem registraram as lides rodriguianas a respeito do viralatismo verde e amarelo.

Estão aos quatro ventos os exemplos de arrego da atual chanceler brasileiro e seu capitão aos interesses americanos. Cota do aço, soja para China, BID, balança comercial. Onde quer que se analise nas relações bilaterais, lá estarão de quatro e arriados os símbolos nacionais.

Rodrigo Maia acertou o tema, mas errou a narrativa.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a visita do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, às instalações da Operação Acolhida em Roraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela.

“Para o deputado, a presença de Pompeo no local às vésperas da eleição presidencial nos Estados Unidos não ‘condiz com a boa prática diplomática internacional’ e afronta as políticas brasileiras externa e de defesa”, publicou o O Globo.

A justificativa de que o ato invasivo de Pompeio pertenceria à estratégia eleitoral de Trump é uma análise precipitada. Os EUA nunca suspenderam pretensões expansionistas em função da troca de comando. Aliás, tal narrativa é um belo pretexto para o exame de uma incursão militar que há tempos vem sendo preparada com o auxílio luxuoso do min. das Relações Exteriores, que, agora, foi convidado a prestar esclarecimento aos senadores.

Durante a visita, Pompeo disse que os EUA vão “tirar” Nicolás Maduro da presidência da Venezuela. Os EUA não escondem planos de forçar a retirada de Maduro, mas o chanceler brasileiro escamoteia da nação os estratagemas americanos que estão sendo guarnecidos pelo governo. O que, na prática, muito além do rompimento com a Constituição do Brasil, leva a nação a um envolvimento político-militar que pode custar pelo menos um dos membros que estão de quatro.

Combinou com os russos?

Um confronto com Venezuela traria para solo sulamericano um conflito cuja tutela estaria nas forças das armas americanas e russas. Ernesto de tanto querer servir às forças armadas americanas esqueceu de medir os estragos econômicos que serão produzidos caso a Rússia, em retaliação, boicote a soja e a carne brasileira. Ou seja, o agro, “a riqueza do país” tem mais um problema criado pela paixão bolsonarista em servir aos poderosos, mesmo que seja só pelo prazer do arrego e pela “honraria” histórica de vassalo estadunidense.

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