Até quando durará o pacto de classes da ‘deselite’* que mantém Bolsonaro acima da lei e da ordem?

Os crimes por irresponsabilidades (no exercício da função) são tolerados por agentes públicos que têm ou medo de retaliação, como Rodrigo Botafogo Maia ou por aqueles que potencialmente se beneficiam, direta ou indiretamente, da espoliação dos bens públicos. 

A condução da crise sanitária expôs todo o teor do projeto necropolítico de Bolsonaro e seus aliados internacionais (Trump, Orbán, Abascal, Mercer, etc). 

Não há uma incompetëncia em preparar a vacinação dos brasileiros – como querem nos fazer pensar Miriam Leitão e Ruy Castro (essa linha de raciocínio é uma atenuante para a extrema-direita): há em curso um projeto cuja missão é ELIMINAR os indesejáveis (o lumpesinato moderno).

Os muros e a proibição aos imigrantes

A defesa do livre-comércio dos super-ricos não contempla o livre fluxo de pessoas pelo mundo.  Construir muros para coibir os êxodos de pobres e desterrados em direção aos atuais fluxos de alimentos, segurança e habitação é parte do nova estratégia dos super-ricos que veem os Estados de Bem-Estar Social como uma ameaça.  Não só os Estados liberais capitalistas se tornaram um estorvo,  mas os próprios custos na manutenção dos direitos sociais se tornaram um incômodo.

Bolsonaro, Ernesto Araújo etc. militam nas hostes desse pensamento conservador cuja manutenção da riqueza depende da fundação de uma nova ordem mundial sem multilateralismo, humanismo e ambientalismo.

Até quando a ‘deselite’ vai manter o pacto de classe com um nazista?

A morte como prazer, missão e união

Não por acaso o discurso de Bolsonaro tem como elevação confessa a eliminação dos inimigos, a saber:  os pobres, os marginais, os gays, sem-teto, intelectuais, sociólogos, filósofos, socialistas, comunistas, sindicalistas, ambientalistas, ongs, militantes e toda sorte de  cidadão que se organiza.

Em artigo publicado na Folha de São Paulo, Ruy Castro pediu que os médicos diagnosticassem Bolsonaro. Não é difícil perceber que o EROS bolsonariano é a morbidez, o prazer pela morte e tortura dos adversários.  Há um gozo recalcado a cada vez que uma vítima “bunda-mole” morre pela “gripezinha”. E isso nos leva ao ETHOS do discurso: o do sacrifício que as pessoas deveríam aceitar em nome de uma “causa maior”, no caso, a economia, e se expor ao vírus. A moral do discurso convoca as pessoas para enfrentar a morte de peito aberto e que a seleção de quem morre ou vive  é coisa do divino. Enfim, temos o PATHOS: apenas aqueles protegidos de Deus são os merecedores.

O que fecha o ciclo do pensamento doentio que alimenta a meritocracia dos super-ricos

Nazismo no Planalto

Hostes das Forças Armadas, milicianos, Bolsonaros e militantes da extrema-direita, embora muito longe da super-riqueza, se empenham no projeto de “purificar a raça humana”. Assumem a moral dos super-ricos. Para eles, os fracos devem morrer e só os mais fortes devem sobreviver. A ideologia abriga o coronavírus com “instrumento de Deus”.

Agora que todas as cartas estão na mesa, até quando a ‘deselite’* brasileira  manterá o pacto que dá sustentação a um governo cuja legitimidade é questionada pela campanha eleitoral suja de fake-news, pelo envolvimento com milicianos. pelos ataques ao Estado Democrático e de Direito e, enfim, pelas ameaças aos interesses econômicos da nação em nome de um grupo que não acredita no multilateralismo mundial?  Com a palavra os herdeiros do Itaú, Bradesco, Braskem, Santander, Globo, SBT, Casas Bahia, Votorantim, Suzano, Souza Cruz, Gerdau, Ultrapar, CPFL, Cielo, Oi, Net, Vivo etc. Até quando vão manter a ideia de “purificação da raça humana” na Presidência em nome de um compromisso de classe?

  • Não dá para qualificar como elite, uma turma desinformada, obscurantista e preconceituosa.

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