Para o governo dos parasitas

O que é o parasita Novo Coronavírus diante do que são Bolsonaro e Pazzuelo?

Sem ocupar uma célula viva, é impossível o Novo Coronavírus se replicar, ou seja, gerar outra partícula viral. E os vírus fazem isso com uma maestria biológica de desafiar a comunidade científica e com uma precisão logística de envergonhar o general Pazzuelo.

Sim, porque o vírus “sabe” como encontrar brechas nas defesas humanas e uma vez “espetados” à membrana celular, “providenciam” a introdução de uma proteína “altamente treinada” que irá dominar o núcleo para replicar novos vírus.

A elite da indústria farmacêutica e países responsáveis desfiaram longos estudos para chegar a uma única medida profilática eficiente: uma vacina.

Já Bolsanaro riu do vírus. Subestimou a pandemia, escarneceu dos mortos, desmobilizou as campanhas de sensibilização do perigo de contaminação e desceu o nível do comando do ministério da Saúde a um tipo como Pazzuelo. Um general do Exército brasileiro que não sabe a chuva do Norte e o frio do Sul. Chefe da logística, que pós Mandetta e Teich, não fez uma abordagem à altura do combate ao Novo Coronavírus que ceifou a vida de 180 mil brasileiros (and counting). Pazzuelo perde uma batalha após outra. Não tem Pfizer, AstraZeneca e Sinovac no planejamento. Não tem cenários críticos estimados. Deixou mofando milhões de testes e até as estatísticas, escondeu. E promoveu medicamentos contra a malária e vermífugos contra-indicados à Covid-19. O ministro da saúde (minúsculas minhas) não tem os meios e os acessórios (refrigeradores, seringas, injeções, agulhas, calendários, escala de servidores) encomendados e estabelecidos. No tabuleiro de guerra de Pazzuelo e Bolsonaro quem avança é a morte.

Racha Oligárquico

Era previsível que no aprofudamento das crises econômica e sanitária o pacto nacional entre as oligarquias regionais passaria a ruir mais cedo ou mais tarde. Na ausência de um plano central, os Estados se empenharam em buscar por iniciativa própria recursos e meios para imunizar seus pagadores de impostos. São Paulo com o staff médico que possui assumiu a liderança. O Instituto Butantã convenceu Doria que seria possível produzir a Sinovac. Dória fez sua obrigação como governador de São Paulo e colocou o principal laboratório do país para envasar vacinas, o que sabe fazer há décadas. Muitos anos antes de Bolsonaro ter um plano de explodir bombas em quartéis.

Os governadores pressionaram o ministro Pazzuelo que ousou falar em DEMANDA como fator necessário para providenciar vacinas. O Supremo Tribunal Federal que já coleciona decisões favoráveis aos Estados está diante de mais uma queixa de omissão para cuidar da saúde dos brasileiros do chefe da pasta. O STF também permitiu que os Estados pudessem se municiar com os imunizantes que pudessem adquirir.

Agora que Pazzuelo e Bolsonaro se veem diante da ineficácia da assumida política da boicote à ciência e da rejeição nacional às bandeiras negacionistas que empunham resolvem, por “decreto”, que vão requisitar as vacinas que quiserem. Pazzuelo pediu que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, desse o recado sobre a intenção de, como parasitas, “ocupar” as vacinas produzidas ou importadas pelos estados que trabalharam por isso. A repercussão foi tão negativa que Pazzuelo se apressou em desmentir Caiado. Mas a “vaca da desconfiança” já foi solta no pasto. Doria veio a público e disse que não precisa de decreto para requisitar, é só encomendar. Em pagar, por isso.

Em se tratando de parasitar o trabalho dos outros, o Governo Bolsonaro é bem pior que o Novo Coronavírus.

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