As férias de Paulo Guedes

O ministro dolarizado da Economia brasileira vai sair de férias para lugar incerto e mal sabido: “Não quero que me encontrem”, revelou a revista Veja, não sem antes pontuar que Guedes está “cansado”, pois enfrentou batalhas dentro e fora do governo”. Essa mesura a Paulo Guedes é emblemática e reveladora de um descaso com a nação brasileira. Não importam as férias de Paulo Guedes e seu “merecido descanso “. O que importa é o balanço do legado que Guedes deixou ao Brasil.

O Trabalho de Guedes
Paulo Guedes, dolarizado, assumiu o governo com um único propósito: retirar da Constituição Federal os direitos dos brasileiros, nem que para isso fosse necessário construir um “mecanismo” de corromper parlamentares que é um supersônico se comparado ao teco-teco que a imprensa castigou como mensalão. Guedes disse em conferência à XP que para aprovar as tais “reformas” iria trazer para dentro do orçamento dos ministérios os valores das Emendas Parlamentares. Ou seja, o dinheiro sairia da rubrica disposta aos gastos obrigatórios (Saúde, Educação), gerando uma folga na verba de gasto discricionário. É uma jabuticaba contábil que para ser institucionalizada precisou de uma “máquina político-operacional” dentro da Presidência da República . Ciro Nogueira daria aprovação aos pedidos dos parlamentares que votam com o governo e Flávia Arruda, na secretaria de Governo, daria encaminhamento e destino aos projetos dos parlamentares dentro do governo. A cooptação de parlamentares “leais” estaria a cargo do presidente da Câmara Arthur Lira que contaria com um montante, de acordo com o que disse Guedes durante a conferência à XP, em torno de R$ 20 bilhões.Um esquema dessa natureza não seria possível sem que ganhasse o véu do “orçamento secreto”. Ou seja, o vilipêndio orçamentário tem origem na luta que a deselite exerce para acabar com os direitos guardados pela Constituição Federal.


O Mito da Agenda das Reformas

O resultado das reformas previdenciária e trabalhista não se revelou, como era previsível, em força motriz de recuperação da atividade econômica, mas carreou dinheiro público para os bolsos dos parlamentares que votaram com o governo. Esse foi um dos trabalhos de Guedes, que aumentou o tempo de aposentadoria dos trabalhadores e manteve privilégios a servidores das Forças Armadas; E, precarizou as relações de trabalho com a criação da contratação intermitente, sem, com disso, diminuir a pressão fiscal. 

Criou e desrespeitou um teto de gastos que nenhuma nação civilizada do mundo adota. Não soube enfrentar a crise provocada pela pandemia e quis economizar dinheiro com medidas sanitárias. 
Após 3 anos no comando da economia, o ministro dolarizado deixou um rastro de
Inflação, aumento da pobreza, crise cambial, escalada dos preços da gasolina, desindustrialização, perda de mercados, desemprego, desmonte das autarquias e institutos de pesquisa (IBGE, CNPQ, INPE, INEP etc).
Todo esse estrago deve ter deixado Guedes extenuado e “merecedor das férias”. É bom que ele suma, os brasileiros precisam de um descanso.

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