Parabéns por avançar de nível: Boa Sorte em 2022

Se você está lendo essa mensagem é porque sobreviveu a toda crueldade de 2021. Sentimentos a parentes e amigos de todos aqueles que não conseguiram passar de fase por causa da incontinência presidencial.

É preciso aprender alguma coisa com os descalabros do último ano. O legado dos últimos 365 dias é a revelação que:

O desgoverno de Bolsonaro quis acelerar a infecção da população supondo que iria favorecer a retomada da economia com a imunização de rebanho. O que contribuiu para a morte de 619 mil pessoas.

A cúpula dos médicos da medicina privada fez terapias inócuas e não autorizadas levando pacientes com Covid-19 à morte.

O ministro Queiroga aderiu ao movimento antivacinação de crianças.

As Forças Armadas brasileiras, personalizadas na gestão general Pazuello no ministério da Saúde, não estão aptas a gerir políticas públicas.

A tentativa de golpe contra o STF, dia 7 de setembro, foi a demonstração que militares de alta patente se comportam como ariete para arrombar a porta da Constituição de 1998.

R$ 20 bilhões tornaram-se disponíveis aos aliados do governo no Congresso Nacional por meio das emendas secretas parlamentares. Dinheiro usado para “formar” a opinião a favor das reformas.

A agenda das reformas liberais aprofundou a crise econômica. Não é projeto de desenvolvimento: é a apropriação dos recursos dos assalariados e a retirada dos direitos dos cidadãos.

A dolarização dos preços dos combustíveis foi o estopim para a explosão inflacionária.

O ministro da Economia e o presidente do Banco Central protegem seus respectivos patrimônios em Dólar contra a desvaloriação do Real em off-shores.

Demissões de funcionários altamente especializados desnudaram o desmonte de instituições qualificadoras seculares: INEP, INPE, IBGE etc.

Com o desemprego e a precarização do trabalho, a decadência urbana recrudesceu; a violência nas ruas aumentou mesmo com a truculência e a letalidade policial.

A guerra contra as drogas fortaleceu a narcocorrupção. E expandiu a disputa por territórios onde os pontos de venda abastecem os consumidores da classe média e alta.

As religiões foram usadas para obscurecer o conhecimento científico e promover o ódio.

Superricos foram ao espaço como um símbolo de que não dependem mais dos Estados-Nação.

A fragilização dos Estados-Nação está no contexto do avanço dos superricos em busca do patrimônio das nações periféricas, como o Brasil.

Com o apoio de brasileiros, morando em Miami, extensas áreas de florestas amazônicas foram devastadas para a exploração de minérios por “investidores estrangeiros”.

O legítimo combate à corrupção foi apropriado por funcionários públicos, como o ex-juiz Sérgio Moro, interessados no poder político e contrários a um governo socialdemocrata, com a eleição de Lula, que proteja os mais vulneráveis e permita a organização e a unidade dos trabalhadores, dos sem teto, dos sem terra, dos indesejáveis, socialmente.

Aos não dolarizados que superaram esse dasafios: resistir e avançar são os votos para atravessar 2022, rumo a volta da Esperança, em 2023.

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