ser político

 

Se fosse explicar você não iria entender. Então, vou versar:

De manhã, política de vizinhança: – Bom dia.

A caminho, política de preços: – Tem desconto?

No trabalho, cinquenta centavos por hora! Política Salarial

No almoço, política fiscal: – Subiu o imposto.

No banco, política monetária: – Saldo negativo no Cheque Especial

Na TV, no varejo ou atacado: Política Econômica.

Na greve, política sindical

Para a Disney, Política Externa, – Em dólar

Para importar ou exportar, Política Cambial.

Na escola, política educacional.

No congresso, política eleitoral

Na política, políticos seus!

Política da omissão – não fazer é uma decisão.

A ignorância,  política da alienação

Nas ideias, política partidária.

Na Crise, economia política

Nas Fronteiras, política de defesa

Para o Estado,  política pública.

Para Governos, política de governo.

Para o Mercado, política de concorrência.

Nas artes, liberdade política

No amor, política polida

Na paixão, astúcia política

Na vida, ser político.

Na Guerra: ausência de política!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há um propósito no poder feminino

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Há um propósito no poder feminino: pôr os machos num cortejo infinito que no fundo é a prova do amor. Não apenas do erótico ou romântico, mas na aceitação ampla da palavra de que nós nos amamos uns aos outros.

Feitos a amor de mãe.

Confeitos a Amor de Mulher.

Perfeitos a Amor da Criação.

Ensina mestre Gil: “Quem dera pudesse todo homem, ó mãe,  compreender quem dera, ser o verão o apogeu da primavera e só por ela ser”.  As mulheres nos transformam em homens e em super-homens.

Erguemos impérios ou largamos tudo, pela mulher.

Nos açoitamos uns aos outros, pela mulher.

Protegemos territórios, defendemos uma aldeia inteira, pela mulher.

Um poder tão forte, sem o emprego da força.

Um feitiço tão intenso, sem o uso de poções.

Basta um sorriso sincero pra disparar uma fantasia eterna na cabeça do menino.

Basta um sim pra colocar um universo inteiro em construção.

Em cada canto

As mulheres são maravilhosas

Em todo encanto

Há mulheres maravilhosas.

 

 

 

 

 

 

Barbacena

É um absurdo que nesta altura da consciência, uma mineradora polua água potável

Assista a “MAIOR ESPECIALISTA EM ENTORPECENTES DO BRASIL É INTIMADO A DEPOR POR APOLOGIA AO CRIME” no YouTube

Um juiz mandou intimar a maior sumidade do Brasil em psicotrópicos, Elisaldo Carlini, por apologia a drogas. Mal comparando seria como acusar o sexóloga Laura Muller, do Altas Horas (Serginho Groisman) de atentado à moral ou incentivo à promiscuidade. É preciso que a sociedade brasileira dê um limite ao fundamentalismo que tais de decisões ensejam. Depois da judicialização da política, vem aí a judicialização dos hábitos e costumes e a criminalização da ciência.

A vida ou o celular

Então de repente você está ali, assustado. O sangue se esvai pelo ventre, dói. Mas o medo é maior que a dor.  Sabe que se não estancar logo a hemorragia, vai desmaiar e morrer. Quanto tempo eu tenho?

Fico tentando entrar na cabeça do amigo Sávio para saber o que se passou, quando tocou o interfone de um apartamento qualquer pedindo por socorro. Quanto tempo tinha?  Se a morte é a medida da vida, o que dizer da perda da vida por um celular? É difícil entender o fetiche que os objetos provocam.  Houve uma época que os tênis eram o objeto de vida ou de morte dos delinquentes predadores dos centros urbanos – ou da “selva”, como diria Marcelo Guedes. Poderíamos, eu e Sávio, conversar durante horas sobre os jovens que davam aqueles objetos um valor muito além da simples finalidade de calçar os pés.  Mas quanto tempo eu tenho?

Hoje, os aparelhos de celular são os símbolos que querem ostentar, seja pelo mercado paralelo de compra e venda de objetos roubados,  pelo furto, roubo ou latrocínio.  O roubo seguido de morte é doentio.  Ou são psicopatas ou algo deu errado na ação dos predadores da “selva”.  Franzino, Sávio não reagiria, ainda mais contra dois. Não perderia seu tempo. Pode ter tentado converter os assaltantes com seu sacerdócio. Sim, porque Sávio acreditava em seu ‘poder esotérico’ de confrontar as pessoas com a realidade que presumia ser a verdade ou o destino – ainda que sob a ameaça de uma lâmina. Certamente, foi tudo muito rápido. O socorro nesses instantes dura uma eternidade. Quanto tempo eu tenho?

Sim, porque Sávio, inteligente que era, sabia que o tempo faz curva, enquanto se perde o que é, realmente, importante.  Os socorristas não foram os anjos que se esperava. O tempo se esvai. Haverá como repor as pontas soltas pelo caminho? De promover os desfechos?  Mas quanto tempo temos?

Vá lá, amigo, atrás da sua eternidade.

Em homenagem a Sávio de Tarso, jornalista.

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